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Como identificar ouro falso: testes que você consegue fazer de verdade

Formas práticas de verificar se o ouro é autêntico — punção, ímã, densidade, teste do som —, o que cada uma detecta e a única falsificação que passa por quase todas.

Equipe Paperino5 min de leitura

A maior parte do ouro falso é pega por duas coisas: comprar de um revendedor de reputação e saber quanto pesa a peça autêntica.

Tudo o que segue vale para as situações em que nenhuma das duas está disponível — uma venda entre particulares, uma herança, uma peça comprada anos atrás em algum lugar de que você já não lembra.

Comece pela punção

Ouro verdadeiro é quase sempre marcado. Procure um dos dois sistemas, normalmente no fecho, na parte interna de um anel ou na borda de uma barra:

  • Quilate: 24K, 22K, 21K, 18K, 14K
  • Milésimos: 999, 916 (22K), 875 (21K), 750 (18K), 585 (14K)

Marcas que devem ser tratadas como alerta: GP (banhado a ouro), GF (folheado a ouro), GEP (banho eletrolítico), HGE (banho eletrolítico espesso) ou frações do tipo 1/20 12K. Todas descrevem uma camada fina de ouro sobre outro metal, e são descrições legalmente corretas de algo que não é ouro maciço.

Uma punção é uma afirmação, não uma prova. Marcas são falsificadas com facilidade trivial, e uma marca falsa é a parte mais barata de uma falsificação. Trate a ausência de punção como alerta sério, mas nunca a presença dela como confirmação isolada.

O teste do ímã

Ouro não é magnético. Prata também não. Se um ímã forte puxa a peça, ela contém ferro ou aço em quantidade relevante e não é ouro maciço.

Use um ímã de neodímio de verdade, não um de geladeira.

O que ele pega: falsificações baratas com núcleo de aço. O que ele deixa passar: todo o resto. Cobre, latão, chumbo e tungstênio não são magnéticos. Passar nesse teste prova muito pouco — ele só elimina as falsificações mais preguiçosas.

O teste de densidade

É o teste mais forte que dá para fazer em casa, porque densidade é uma propriedade física muito difícil de falsificar com metais baratos.

A densidade do ouro é 19,32 g/cm³ — bem acima de quase tudo que poderia ser colocado no lugar dele.

  1. Pese a peça em gramas.
  2. Encha um recipiente graduado com água e anote o nível.
  3. Mergulhe a peça por completo e anote o novo nível. A diferença em mililitros é o volume dela em cm³.
  4. Divida o peso pelo volume.
ResultadoSugere
~19,3Ouro puro (24K)
~17,7–17,822K
~15,2–15,918K
~8,4–8,9Latão ou cobre
~10,5Prata

O método é impreciso em peças pequenas ou trabalhadas, e pedras ou partes ocas o distorcem por completo. Mas em uma barra maciça ou uma aliança lisa ele é decisivo contra falsificações comuns.

O teste do som

Batidos de leve, metais preciosos produzem um tinido longo, agudo e prolongado. Metais comuns dão um som curto e abafado.

Existem aplicativos que gravam a batida e analisam a frequência. É uma verificação real e bastante usada em moedas de investimento, embora exija uma batida limpa e um ambiente silencioso, e funcione muito melhor em moedas do que em joias.

O teste do ácido

Joalheiros usam soluções graduadas de ácido nítrico sobre um risco no metal e comparam a reação a um quilate. É preciso e é o método padrão do ramo.

Também é destrutivo — exige marcar a peça — e envolve manipular ácido. É um teste para fazer com um joalheiro, não para tentar em casa com algo valioso.

A falsificação que passa por quase tudo

Tungstênio. Sua densidade é 19,25 g/cm³ — a uma fração de um por cento da do ouro. Um núcleo de tungstênio com banho grosso de ouro passa no teste do ímã, na inspeção visual, na conferência da punção e no teste de densidade.

Falsificações com núcleo de tungstênio são a razão pela qual barras grandes, em especial, só deveriam ser compradas de revendedores estabelecidos, e a razão pela qual profissionais sérios usam testes ultrassônicos ou de fluorescência de raios X em vez dos métodos acima. Não é risco hipotético: é a falsificação padrão de alto valor, e mira justamente as barras grandes que as pessoas compram para economizar em prêmios.

As defesas práticas: compre de quem recompra, prefira barras com número de série de refinarias reconhecidas e pague por teste profissional em qualquer coisa de valor relevante.

Ao comprar joia, em especial

  • Peça o preço detalhado em peso do metal × cotação do ouro do dia, e mão de obra à parte. Quem se recusa está escondendo um dos dois.
  • Peça para pesar na sua frente, numa balança que você veja.
  • Exija nota por escrito com quilate, peso e a cotação usada. Sem ela, você não tem base para devolução nem prova do que lhe disseram.
  • Pergunte o preço de recompra antes de comprar. É a medida mais honesta do que você paga, e a resposta costuma esclarecer.

Em resumo

Confira a punção, teste o ímã e calcule a densidade — nessa ordem, em casa. Nada disso vence um núcleo de tungstênio, e é por isso que onde você compra protege mais do que qualquer teste que você possa fazer. Um revendedor com reputação e oferta de recompra vale mais que todos os testes caseiros somados.

Este é material educativo geral, não recomendação de investimento nem avaliação profissional. Para qualquer coisa de valor relevante, mande testar em joalheiro autorizado ou órgão de ensaio.

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